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Mapas e plantas

Publicado: Terça, 28 de Janeiro de 2020, 15h49 | Última atualização em Terça, 28 de Janeiro de 2020, 15h49 | Acessos: 457
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Acervo Cartográfico

A cartografia define-se pela representação geométrica plana da superfície terrestre ou parte desta, englobando a produção e o estudo destas representações que normalmente é apresentada através de mapas. Estas representações espaciais são acompanhadas, via de regra, de informações fundamentais para sua leitura, como escala, símbolos e seus significados, cores e outros elementos.

O mapa mais antigo já encontrado foi produzido na Babilônia, mais de 4000 anos atrás, e impresso em argila cozida, representando montanhas e um rio (possivelmente o Eufrates). A representação de território incorporou diferentes objetivos e interesses ao longo da história (orientar atividades de caça e pesca, de agricultura, estratégias de guerra, etc), e ganhou enorme impulso a partir do século XIV, com a ampliação das rotas de navegação e de comércio terrestre entre a Europa e a Ásia. Atualmente, a cartografia é feita por meios modernos, como as fotografias aéreas (realizadas por aviões) e o sensoriamento remoto por satélite.

A cartografia não apenas permite representações gráficas de espaços físicos, mas também a relação destes com dados sociológicos, ambientais, econômicos, educacionais, e muitos outros levantamentos, produzindo assim mapas temáticos.

O acervo cartográficos do Arquivo Nacional conta com milhares de mapas, inclusive temáticos (demográficos, econômicos, populacionais, etc), perfis topográficos, cartas náuticas, publicações cartográficas, gráficos, plantas (de cidades, planos de reformas urbanas e portuárias, de edifícios diversos em várias cidades do Brasil). Em sua maioria, documentação produzida pelo Estado. No período colonial, predominam os mapas que representavam as terras descobertas, exploradas e dominadas pelo Reino de Portugal. A medida que o século XIX avança, percebemos o aumento do número de mapas temáticos, produzidos por diversos órgãos estatais visando ações de apoio e estruturação de atividades econômicas (agricultura, transporte, produção industrial), relacionadas a saúde,  mobilidade urbana, produção de material didático, entre muitos outros objetivos. Alguns mapas ou plantas podem alcançar metros de extensão, exigindo ações específicas de acondicionamento para guarda e preservação adequadas, bem como a utilização de equipamento de reprodução digital de grande porte.

O mapa mais antigo de toda essa documentação, “Reino de Portugal”, carrega a autoria de  Pierre Du Val (1619-1683), geógrafo do rei da França a partir de 1650, que retrata o reino então governado por d. Pedro II de Portugal, mostrando territórios ultramarinos sob domínio português. Pertence ao fundo Proveniência desconhecida e é datado de 1686.

Já o fundo Cartográfica contém dezenas de Atlas que originalmente encontravam-se sob guarda da biblioteca do Arquivo Nacional, além de mapas de proveniência desconhecida. Diversos fundos e coleções privados possuem mapas e outros itens cartográficos, geralmente devido a atividade profissional do titular ou posto político ocupado durante determinado período. Alguns exemplos de fundos privados em que podemos encontrar documentação cartográfica do período republicano: Salgado Filho (primeiro ministro da aeronáutica, acumulou mapas referentes a aviação no Brasil e a Segunda Guerra), Percival Farquhar (empresário norte-americanos que investiu em projetos de malha ferroviária no Brasil), Goes Monteiro (general do exército brasileiro, integrante do círculo do poder de Getúlio Vargas, seu fundo contém documentos cartográficos referentes à: Tunísia, Polônia, atividades bélicas na Argentina e Brasil, Revolução Constitucionalista em São Paulo), Francisco Bhering (engenheiro e professor da Politécnica de São Paulo no início do século XX, que guardou  documentos referentes a correios e telégrafos do Brasil e países da América do Sul e do Norte, ferrovias, urbanismo, estados e municípios brasileiros, hidrografia, terras indígenas, fronteiras do Brasil, colonização, atividades bélicas), além de muitos outros.

A numerosa documentação cartográfica produzida pelo estado brasileiro encontra-se espalhada em dezenas de fundos das instituições de origem, como os mais diversos ministérios (Guerra, Fazenda, Agricultura, comércio e obras públicas, Indústria, viação e obras públicas, Viação e obras públicas, Justiça); série Educação, Secretaria de cultura do Ministério da Educação e Cultura, Serviço Nacional de Informações, Departamento Nacional de Obras de Saneamento, entre outros.

Imagens:  

Mapa com a localização das escolas de pesca no litoral brasileiro. 1960.  BR RJANRIO 1O.0.MAP.39

 Estrada de Ferro Central do Brasil: Linha do Centro [1904] BR.RJANRIO.AQ.0.MAP.0007

Leitura recomendada

https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv44152_cap2.pdf

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