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Maria Beatriz Nascimento

Publicado: Terça, 10 de Março de 2020, 12h37 | Última atualização em Quinta, 09 de Abril de 2020, 14h47 | Acessos: 1395
Maria Beatriz e Raquel Gerber
Maria Beatriz e Raquel Gerber
Maria Beatriz e Raquel Gerber

 

Maria Beatriz Nascimento

Historiadora, roteirista, escritora, e ativista (pelos direitos humanos e do movimento negro), nascida em Sergipe em 1942, assassinada em crime de feminicídio em 1995. Maria Beatriz Nascimento, que hoje dá nome a biblioteca do Arquivo Nacional realizou, em parceria com a socióloga Raquel Gerber o documentário Ori, de 1988, que retrata o movimento negro nos anos 1970 e 1980. No centro das suas pesquisas acadêmicas, o quilombo, a mulher negra, a inferiorização da população afrodescendente. Foi uma das primeiras historiadoras a questionar a abordagem acadêmica, majoritariamente branca, de temas relacionados ao negro na sociedade brasileira.

Beatriz não apenas estudou, mas também militou e combateu, especialmente o racismo e a discriminação de gênero, e a violência destes resultante. Feminista, apontava com veemência a condição subalterna a que a mulher negra era muitas vezes reduzida.

Formada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, estagiou no Arquivo Nacional, que atualmente possui o fundo Maria Beatriz Nascimento e que a homenageia através do nome da biblioteca. Na segunda metade dos anos 1970, Beatriz começa a integrar núcleos de estudos no estado do Rio de Janeiro, juntamente com outros ativistas. Um destes grupos fiormados denominava-se Grupo de Trabalho André Rebouças ( Universidade Federal Fluminense), do qual ela se tornou orientadora. Com o objetivo de introduzir e ampliar principalmente na universidade conteúdos acerca das relações raciais no Brasil, os grupos de trabalho buscam envolver alunos e professores. Ainda na UFF, completa a especialização em 1981, com a pesquisa Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas.

A documentação que compõe o fundo é composta de fitas audiomagnéticas, fotografias, documentação textual, filmes contendo correspondência, roteiro de filme, cartazes, projeto e relatórios de pesquisa, estudos, fotografias, boletins e publicações de entidades militantes. Doado por sua filha, abrange o período de 1961 e 1995 e encontra-se parcialmente organizado.

Imagem: BR_RJANRIO_2D_0_FOT_0005. Maria Beatriz e Raquel Gerber.Brasilia, s.d

Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, clique aqui 

Para ler:

NASCIMENTO, Beatriz. Por uma história do homem negro. RATTS, A. Eu sou atlântica. 1ª ed. São Paulo: Imprensa Oficial/Instituto Kuanza, v. 1, 2007.

NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. Revista Afrodiáspora, v. 3, n. 6-7, p. 41-49, 1985.

RATTS, Alex. Eu sou atlântica. Sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto, 2006.

https://www.geledes.org.br/tag/beatriz-nascimento/

 

 

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