
Instalada em um edifício finalizado em 1868 e tombado pelo antigo SPHAN (precursor do IPHAN) em 1938, a sede do Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro (defronte ao Campo de Santanna), ocupa um conjunto arquitetônico em estilo neoclássico erguido para ser a sede da Casa da Moeda. Embora a autoria do projeto do conjunto permaneça desconhecida, sabe-se que os jardins frontais e internos foram projetados por August Glaziou.
O edifício passou para o Arquivo Nacional em 1981, mas encontrava-se em estado de abandono e destruição deploráveis. Somente em 2001 a instituição logrou conseguir verbas para a reforma, financiada em parte pelo BNDES. Em julho de 2004 tanto a reforma como a readequação do espaço para sua nova função foram concluídas e no final daquele ano passou a ser ocupado pelas equipes de trabalho da instituição. De acordo com o site da instituição, “o projeto de restauração, de autoria do arquiteto Alfredo Britto, foi premiado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil em 2002. Foram valorizados detalhes originais e introduzidos novos elementos construtivos identificáveis, que convivem harmonicamente com a construção.”

Antes da reforma do conjunto tombado, o Arquivo Nacional funcionava integralmente no anexo, um edifício de 7 andares construído na década de 1970 nos fundos do quarteirão, onde até 1985 a Casa da Moeda fabricava papel-moeda. Em 1985 ocorreu a transferência da Casa da Moeda para instalações mais modernas e adequadas, e o Arquivo Nacional, que antes ocupava um outro prédio histórico do outro lado do Campo de Santanna (ou, praça da República), ocupou o edifício.

Na época da reforma o Arquivo Nacional estava vinculado a Casa Civil, que se mobilizou para levantar fundos para a empreitada: contribuíram para o projeto a Petrobras, com cerca de R$ 14 milhões; o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com R$ 5,2 milhões; a Eletrobrás e os Correios, com R$ 2 milhões cada; Furnas e a Caixa Econômica Federal, com R$ 1,5 milhão cada; e o Banco do Brasil, com outros R$ 2 milhões. As obras também contaram com apoios financeiros do Banco Itaú, da CEG (Companhia Estadual de Gás) e da Casa da Moeda.

As fotografias aqui apresentadas pertencem ao fundo Arquivo Nacional, série Iconográfica dossiês 364 e 400
BR_RJANRIO_AN_ICN_FOT_0364/ BR_RJANRIO_AN_ICN_FOT_0400
https://fundacaofhc.org.br/files/artigo/260.pdf
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1811200209.htm