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Pioneiras dos direitos das mulheres

Ao longo da história, muitas mulheres enfrentaram o descrédito, o escárnio, os costumes, as leis, a violência e uma miríade de obstáculos para defenderem suas vidas, seus direitos, seus espaços. Quando nos referimos ao movimento feminista estruturado em especial a partir do início do século XX, estas mulheres eram em muitos lugares identificadas como sufragistas, uma vez que nos países europeus e norte-americanos a luta pelo voto (sufrágio) apresentava-se como pauta central. Outros temas ganharam relevância – autonomia jurídica feminina, trabalho, família, paz mundial – a partir da luta pelo direito de participar das instituições políticas democráticas.

   

No Brasil, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada no Rio de Janeiro em 1922, desempenhou papel central nessa luta. Espalhou-se por vários estados brasileiros e contribuiu decisivamente para a conquista do voto em 1932. Antes mesmo disso, entretanto, no Rio Grande do Norte, articulações políticas bastante contingentes permitiram o voto feminino ainda em 1927.

   

Em 1910, Gilka Machado e Leolinda Daltro fundaram o Partido Republicano Feminino, um marco no movimento apesar do pouco resultado prático. Em 1919 é fundada a Liga para a  Emancipação Intelectual da Mulher (1919), por Bertha Lutz, juntamente com Júlia Lopes de  Almeida,  Maria  Lacerda  de  Moura  e  outras  mulheres.

  

Apresentamos aqui algumas das nossas pioneiras na luta pelo direito ao voto, mulheres prefeitas, deputadas, constituintes, eleitoras. O tempo mostrou que o feminismo segue muitos caminhos e tem muitas faces, apesar do objetivo comum de conquistar a igualdade de fato e direito entre homens e mulheres.

As seguintes imagens encontram-se no fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino:

BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_ELE_0001_m0001de0003 – Panfleto eleitoral de Leolinda Daltro para a Assembleia Constituinte de 1934.

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Fotografia da advogada gaúcha e feminista Natércia Silveira Pinto da Rocha, a bordo do navio SS Almanzora, quando fazia o gesto de saudação a Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte. Também afastou-se da Federação depois do movimento de 1930, devido a sua proximidade com a Aliança Liberal. Rio de Janeiro, 1928.

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Fotografia Esther Caldas, primeira eleitora do Estado de Alagoas. Rio Largo, janeiro de 1929.

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Fotografia da jornalista Júlia de Medeiros, com dedicatória a Bertha Lutz. Caicó (RN), maio de 1929.

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Fotografia de Carmem Velasco Portinho, uma das primeiras engenheiras e urbanistas brasileiras, integrante chave da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Esteve a frente da construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, novembro de 1931.

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Fotografia de Maria de Miranda Leão, primeira mulher eleita deputada da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (1936), com dedicatória a Bertha Lutz. [S.l], junho de 1936

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Fotografia Maria Luisa Bittencourt, advogada, suplente eleita em 1934, tomou posse em 1935, na vaga deixada pelo titular, tornando-se a primeira deputada estadual da Bahia. Atuou como secretária da União Universitária Feminina e presidiu a Liga Eleitoral

 

A foto abaixo foi retirada do fundo IBASE:

BR RJANRIO HA.0.ICN.17: Almerinda Faria Gama, advogada, jornalista, sindicalista, escrevente juramentada, tradutora no momento do voto, no Rio de Janeiro em 1933. Ela foi eleita delegada classista no pleito.

 

A foto abaixo foi retira do fundo Correio da Manhã

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 Maria Lacerda de Moura, escritora, professora e feminista anarquista. S.d, s.l

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